um pouco mais de dezoito de abril de dois mil e vinte três

 eu há alguns dias jurava que não sentia mais esse tipo de sentimento.

esse tipo de dor.


até te ver.

numa sexta feira chuvosa, tudo ficou claro, ensolarado porque talvez quem está lá em cima goste da gente.

ou e existir algum tipo de força de atração, você iluminou tanto o meu dia que isso transcendeu.


você me abraçou apertado.

me beijou desesperado.


eu disse que te amava.


isso não saia da minha boca a anos com tanta vontade, tanto desespero de ser ouvida.

mas é claro, que como eu sou eu, eu não acredito de verdade nessas merdas e quão sólidas elas são de verdade.


sempre tudo é tão passageiro, tento me convencer que minhas maiores batalhas são só consigo mesmo.

mas nunca serão.


quando você é insegura, se torna insuficiente para qualquer pessoa porque sempre algo falta em você, e você viverá e competirá com pessoas completas.


e talvez ela te complete, ela está tão disposta para isso.

e todas as vezes que eu ouço o quanto ela está apaixonada por você.

ou o quanto ela descreve seus olhos verdes, o quão é bom dormir com você, tantas coisas que eu nunca poderei ter a chance de você.


como eu sou sua melhor amiga e ela dizer estar encaminhando algo a mais sério com você


voce me nega.

acho que na tentativa de manter nós duas sabendo que no fundo eu nunca vou poder dar isso pra você e ficar sozinho pra ti, não é legal.


sabe da minha vontade que eu tenho de te fazer feliz?

ninguém nunca é corajoso o suficiente para fazer loucuras de amor como eu penso que eu faria.

sempre foi inconsequente.


sempre acabo sendo a melhor amiga, compreensiva, tudo bem.

eu amo da mesma forma, mas isso me faz cada vez mais querer estar longe de você.


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