dezoito de novembro de dois mil e vinte dois

 É ótimo poder escrever novamente, sabendo que absolutamente ninguém mais vai ler isso.

Então bem querido você, eu vou lhe contar sobre o meu dia de hoje.

Toda vez que eu me envolvo com alguém, algo dentro de mim gera uma ansiedade, algo novo, um sentimento apaixonante. Eu sei que não é amor, mas me assusta o quanto se parece um rascunho, enganador. 

Senti sensações maravilhosas hoje, aquela risada boa, aquela vontade incessável de estar junto com a pessoa e beija-la, encarar seus olhos e observar seus movimentos. É inquietante.

Cada toque, no beijo, o abraço, tudo, é motivo que meu corpo reage. É um toque de energia, que me dá embrulhos no estomago, e arrepios frios.


Só de pensar que eu sentia mesma coisa, meses atrás, e mais intenso. Me assusta. Porque isso me faz pensar o quanto as pessoas são parecidas, e não só elas, mas os sentimentos também. Logo fico triste também, porque sei agora que o quanto é passageiro, que o coração desacelera, e a gente acostuma.


Mas eu gosto da sensação, sabe? Dessa intensidade de rascunho de amor no inicio.

Me faz me sentir viva. Ansiosa. Amada.


Acho que por hoje, é a sensação que eu encontro.

Confesso que quando falei com você¹, fiquei nervosa, ainda mexe comigo, mas nunca fui pra você, o que você significou pra mim, e isso dói também. Te ignorar, você perguntar e eu simplesmente agir como se o problema fosse comigo, quando sempre foi você.

O meu karma foi tão grande, que estou vivendo o perigo de compartilhar tudo com seu amigo, que para aceitar tudo o que você faz, e aceitar a situação atual, pode não ser igual a você, mas também pode ser pior.


Você², nem deveria ter esse dois.

Nunca existiu.

E sempre existirá essa parte inexistente de algo irreal, não vivido dentro de mim.

Frustrante.

Sinto sempre muito por isso.



Postagens mais visitadas